História

 

A história da Cabanha Itapororó se iniciou ainda na década de 1970, quando Nestor de Moura Jardim Filho adquiriu os primeiros cavalos de raça pura em uma liquidação particular, em Bagé. A compra foi o estopim para o desenvolvimento do afixo e o reconhecimento de um trabalho profissional que se estende até hoje. 

Os primeiros 15 exemplares comprados por Nestor na Campanha gaúcha deram início a uma paixão compartilhada pela esposa Maria Luiza Ferreira Jardim, que encantada com a beleza da raça Crioula, o inspirou e trabalhou junto para a expansão do criatório em Alegrete.

Entre 1980 e 1990 importações freqüentes começaram a formar a qualidade e o diferencial do plantel da Itapororó no meio crioulista. A primeira grande compra ocorreu em novembro de 1979, quando Nestor de Moura Jardim Filho trouxe para o Rio Grande do Sul 5 éguas e 1 garanhão da Argentina, animais adquiridos de um dos mais tradicionais criadores daquele país. Sendo que Maria Luiza, já naquela época o incentivava na busca do sangue chileno.


Berço de campeões

 
A consagração do trabalho de seleção e investimento em animais de ponta começou na década seguinte. Foi a partir de 1990, quando o criatório contava com exemplares de peso, que a Itapororó se destacou nas pistas do Brasil, tendo conquistado os principais campeonatos da raça Crioula.

Las Hortênsias Rigolemu foi campeão cavalo em Esteio e seus filhos vencedores do Bocal de Ouro, Grandes Campeões de Esteio e da FICC. Outro peso confirmado da cabanha, Tañido Trampolim produziu com a chilena Invernada Tortolita II – considerada a principal égua da Itapororó – Balisa do Itapororó, única égua nota 10 da Expointer. Balisa produziu também filhas e filhos campeões: Jocasta, Campeã Nacional e Faceira, campeã de Esteio e da FICC.  Balisa ainda teve Herdeiro do Itapororó, Reservado Potranco da FICC em Pelotas e Reservado Grande Campeão na mesma competição.   


A volta por cima

 
Alguns anos mais tarde, quando a Itapororó estava a pleno, o falecimento de Nestor provocou a dissolução de parte do plantel, situação que mais tarde iria se somar à perda dos principais animais da cabanha em função de uma enfermidade.

Após este momento a cabanha passou por uma reciclagem, comandada por Nestor Jardim Neto, com a assessoria do médico veterinário, Joaquim Peixoto. Há cerca de 10 anos recomeçou com novos investimentos na Itapororó, desta vez focado em um trabalho de seleção da própria marca, com linhas de sangue que se destacam no aspecto morfológico.


O foco em competições

 
Junto com os investimentos em seleção, vieram as melhorias em infra-estrutura e mão-de-obra. Uma parceria há dois anos com Gabriel Marty, criador que mantém um Centro de Treinamento em Uruguaiana, está possibilitando à Itapororó a participação em diversas credenciadoras com vistas ao Freio de Ouro.

Se antes essa não era a vocação do criatório – hoje com 60 éguas em cria-, agora Nestor de Moura Jardim Neto tem também como meta ver seus melhores animais nas melhores pistas de exposição e provas do Brasil. Quatro animais já estão prontos para sair para as competições e em 2009, outros seis estarão prontos para competição.

A qualidade do plantel é o que baseia a expectativa do titular da Itapororó: entre os animais selecionados por ele está Macanudo do Itapororó, Terceiro Melhor Macho em Esteio 2006, além de uma égua Grande Campeã de Esteio 2007, Oraca do Itapororó.
A cabanha acumula quatro campeonatos com fêmeas e diversos outros com títulos de grandes e reservados campeões, além de diversos títulos de melhores exemplares com a marca Itapororó. Um ranking e tanto digno apenas para os melhores e mais tradicionais criatório de Crioulos do Brasil.

 

 
 
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